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Transportando valores humanos. Impulsionando nossa cidade.

A História do Transporte em Joinville

Um Resgate Histórico

Poucos serviços possuem uma ligação tão estreita com a comunidade como o transporte coletivo urbano. Ele é o agente que dá suporte ao crescimento de uma cidade. Permite, quando bem planejado, induzir e direcionar a expansão ordenada da área urbana. Sem planejamento na ocupação do solo, o transporte coletivo se torna escravo de interesses específicos, que acabam comprometendo e onerando todo o sistema. O transporte coletivo, independente de ser privado ou não, tem, ainda, um forte apelo social. Mesmo perseguindo o lucro, sua operação deve ter em vista a cidade como um todo, não fazendo distinção entre linhas rentáveis e deficitárias. Com isso, o empresário do transporte coletivo acaba se envolvendo com entidades representativas, inserindo-se na comunidade de uma forma muito intensa. Com o objetivo de contribuir no volume de informações históricas sobre nossa cidade e esperando também homenagear o pioneirismo, a persistência e o denodo dos homens que fizeram e continuam fazendo o transporte em Joinville, idealizamos este trabalho.

O Transporte em Joinville e Região no final do Século XIX

Fundada em 9 de março de 1851, pela primeira leva de 118 imigrantes alemães, suíços e noruegueses, a Colônia Dona Francisca enfrentou dias difíceis em seus primeiros anos. Exigiu-se muito sacrifício, resignação e espírito empreendedor dos pioneiros que, literalmente, iniciaram a epopéia colonizatória em plena mata, em terrenos alagadiços e em período de chuvas constantes. Só a indômita e inflexível decisão de plantar uma nova cidade e um novo tempo explica a inquebrantável persistência dos primeiros colonizadores.Naqueles primeiros anos e quase por cindo décadas seguidas, os imigrantes transformaram o rio Cachoeira na exclusiva via de comunicação com a cidade de apoio: São Francisco do Sul. Ali, todos desembarcavam de suas cansativas travessias do Atlântico, em viagens de mais de 80 dias. Nas primeiras décadas, até por volta de 1880, a ligação com a colônia Dona Francisca, como era conhecido o pequeno núcleo colonizador do norte catarinense, fazia-se por precárias embarcações de pequeno porte. Transportando pessoas e cargas, faziam o percurso entre São Francisco do Sul e Joinville em viagens de até quatro horas.

O Trasporte Individual

Praticamente durante toda a segunda metade do século XIX, ao longo dos primeiros 50 anos de crescimento de Joinville, o transporte manteve nítido caráter individual. Nessa época, bicicletas, carroças e troles compunham a paisagem urbana da colônia, igualmente pontilhada pelo meio de transporte mais utilizado até então: o cavalo. O único trajeto que não era feito por transporte individual era a ligação marítima entre São Francisco do Sul e a nova colônia, feita por barco.

A canoa

Nos primórdios da colonização, como opção de transporte individual, existiam as pequenas embarcações: canoas e barcos, responsáveis por apreciável “trânsito” pelo Cachoeira em direção a São Francisco, na periferia da colônia e nos inúmeros ribeirões e rios.

O cavalo e a carroça

O cavalo constituía-se em uma grande opção de transporte. Servia para deslocamentos rápidos no pequeno núcleo urbano existente nas primeiras quatro décadas e para viagens mais distantes ao redor do centro ou pela chamada “área rural”.

Desde os primeiros anos, existiam locais para se amarrar o cavalo no centro. Mais adiante, as principais casas comerciais, os empórios, também reservavam espaços para o “estacionamento”, geralmente em terreno ao lado do estabelecimento. Simultaneamente ao crescimento do número de cavalos, foram surgindo as carroças com o fim de permitir o transporte da família e dos produtos da lavoura. E foram evoluindo em número de parelhas e em tamanho. Chegaram a ter 8 cavalos-puxadores e podiam deslocar razoável volume de mercadorias. Os chamados “Sãobentowagen” eram carroções enormes, que deslocavam do planalto para Joinville apreciável quantidade de erva-mate, matéria-prima que se tornou importante instrumento de acumulação de capital, a partir de década de 1870, em Joinville.

A bicicleta

Só no século XX, por volta da década de 30, a bicicleta foi adquirindo importância como meio de transporte em Joinville. Estatística municipal de 1913 dá conta que existiam somente 88 bicicletas em Joinville. Ë preciso acrescentar que a urbanização no Brasil, nessa época, ainda era bastante tímida e inexistia, ao que se sabe, fábrica desse veículo no país.

No entanto, a partir do final da Segunda Grande Guerra, em razão do acelerado processo de urbanização do país, Joinville acompanha o fenômeno. De 1945 em diante, o núcleo urbano recebe, com um fluxo maior de desenvolvimento fabril, concomitante com rápida expansão populacional. Ainda por problemas de escassez de combustível, a bicicleta adquire maior presença a cada ano. Em 1960, quando a população somava cerca de 120 mil habitantes, Joinville contava com perto de 60 mil bicicletas, o que equivalia a uma bicicleta para cada dois moradores. Foi nessa época, então, que Joinville ficou nacionalmente conhecida como a Cidade das Bicicletas.

O automóvel

O primeiro automóvel que circulou em Joinville, importado por empresa local, no dia 17 de maio de 1907, causou espanto e grande curiosidade popular. As pessoas tinham medo e não foram poucas as que, assustadas, correram para suas casas. O primeiro automóvel pertencia à firma Trinks & Sucessores, da importante família que, direta ou indiretamente, estava sempre ligada aos grandes negócios, como comércio, fundição, concessão para a exploração de energia elétrica e de telefones na cidade. Ao que se sabe, o automóvel de Sr. Trinks era o segundo que se introduzia no Estado de Santa Catarina, constituindo, assim, não só uma novidade mas um atestado da riqueza e do prestígio de Joinville. E tão importe fato, claro, teria imediata exploração comercial. Anúncio no jornal oferecia passeios ” Atravessando Joinville de automóvel! ”

O primeiro autómovel chegou em maio de 1907

Gustavo Vogelsanger recebeu a “Carta de Conductor de automóvel” no 1 de Joinville. Ela foi exarada no dia 15 de abril de 1916 e com a assinatura do superintendente municipal, o prefeito Abdon Batista. Na primeira carteira de motorista expedida em Joinville, imprimiu-se o “regulamento” de trânsito de Joinville – Acto no 1 de 5 de janeiro de 1915 – que entre outras curiosidades, estabelecia:

  • “para que qualquer carro-automóvel possa transitar pelas ruas e estradas do Município, é necessário que o respectivo proprietário se ache de posse de um alvará de licença especial concedido pela Superintendência;
  • “o conductor do automóvel deverá estar em condição de dispor sempre da velocidade do vehiculo, de forma a moderal-a e mesmo annulla-la, quando ella possa constituir uma causa de accidente, transtorno ou obstáculo à circulação;”
  • “nos logares estreitos ou onde haja accumulação de pessoas, a velocidade será a de um homem a passo. Em caso algum poderá a velocidade ir além de 30 quilômetros por hora em campo raso; de 20 quilômetros nos logares habitados e de 12 quilômetros no quadro urbano; ao aproximarem-se dos cruzamentos das ruas, deverão os conductores dar sinal e moderar a velocidade dos automóveis para 5 quilômetros por hora, no máximo; os automóveis deverão trazer, à noite, na sua frente duas lanternas de luz branca ou verde, e atrás uma de luz encarnada. Devem estar também munidos de signaes sonoros ( buzinnas ) sufficientemente efficazes para indicar a sua approximação à distância conveniente;”
  • “a ninguém é permitido conduzir automóvel sem que se ache munido de uma carta de habilitação, concedida pela Superintendência, depois do exame, no qual o peticionário mostre conhecer todos os órgãos do apparelho e a forma de manobrar, assim como possua os requisitos necessários de prudência, sangue frio e visualidade perfeita.”

O Transporte Coletivo

O barco

Por mais de meio século, o transporte dependeu das embarcações de pequeno porteAdiante, por volta de 1870, instalou-se um serviço de transporte mais eficiente, com embarcações de maior porte. Rebocadores que realizavam a travessia em até duas horas e com freqüência regular, transportavam, num fluxo cada vez maior, produtos que chegavam do exterior ou dos centros maiores como Rio de Janeiro e São Paulo e pessoas. Desses tempos são os vaporezinhos “Oscar”, “Babitonga” e “Dona Francisca”, este último destruído por um incêndio no ano de 1911. Carlos Bennack, o grande “comandante”, por 32 anos seguidos foi o responsável pelo tráfego das embarcações pelo Rio Cachoeira.

Somente no século XX, a partir de 1906, com a inauguração da estrada de ferro entre Joinville e São Francisco do Sul, em memorável acontecimento que contou com a presença do presidente do Brasil, Afonso Pena, é que o transporte fluvial foi se extinguindo, depois de meio século de absoluto predomínio no transporte dos joinvilenses e de seus produtos pelo Cachoeira.

O bonde

Os primeiros bondes puxados a burro surgiram em 1911Surgiram, em fevereiro de 1911, os bondes puxados a burro. Esse tipo de veículo foi o primeiro que a cidade adotou como meio de transporte de pessoas e de carga do perímetro urbano. Foram importados da Europa pela Empresa Ferro-Carril Joinvillense, tendo como sócios os senhores Gustavo Grossembacher, Adolf Trinks, Luiz Ritzmann e Bernhard Olsen. Os trilhos de ferro, igualmente importados da Europa, como os bondes, perfaziam 4,5 quilômetros.

Os “carros”, adquiridos em número de 8, permitiam o transporte de 16 pessoas, distribuídas em 6 bancos, mais o carroceiro. A primeira linha foi inaugurada na presença de autoridades, empresários e grande “massa popular”, informou a imprensa, no dia 29 de janeiro de 1911, e que virou um marco da história de Joinville.

Carlos Ficker, em sua “História de Joinville”, narra: “constitui um dos aspectos mais curiosos e pitorescos a longa fila de bondinhos percorrendo as ruas dotadas de trilhos, vistosamente enfeitados e decorados com flores e bandeiras conduzindo a banda de música e convidados. O público que assistiu das ruas e de suas casas à passagem do cortejo de bondes, “ficou sobre a mais alegre impressão”. A primeira linha possuía o seguinte itinerário: rua do Norte (João Colin), rua Cachoeira (Princesa Isabel), rua do Porto (9 de Março), rua do Meio (15 de Novembro), rua do Príncipe, rua Boussingault (7 de Setembro), trecho da rua do Mercado (Av. Coronel Procópio Gomes), rua Conselheiro Mafra (Abdon Batista), rua Santa Catarina (Av. Getúlio Vargas), até a estação da estrada de ferro.

Outra linha cumpria roteiro um pouco diferente, passando pelas atuais Visconde de Taunay, Pedro Lobo, Padre Carlos, seguindo, a partir dali, o mesmo percurso da linha número 1. As linhas tinham uma extensão de sete quilômetros, e os bondes transitavam das seis horas da manhã às nove da noite, em viagens intercaladas de 20 em 20 minutos. A passagem custava 100 réis, da rua do Norte até o Porto (mercado) e, dali, mais 100 réis até a estação ferroviário.

Nos primeiros meses, a empresa conseguiu bastante movimento com o interesse da população nos passeios tranqüilos pela cidade. Como o passar do tempo e o surgimento de mais automóveis, o movimento foi reduzindo. A empresa passou a enfrentar déficits e tudo acabou no dia 10 de abril de 1917. Era preciso, comentavam as pessoas, “dar lugar aos automóveis”, que na época não chegavam a 30.

O trem

A partir de agosto de 1906, Joinville passou a contar com o transporte de trem. Com a honrosa presença do presidente do Brasil, Afonso Pena, foi inaugurado o primeiro trecho de via férrea, ligando São Francisco a Joinville. No Linguado, ainda não aterrado, uma grande ponte de ferro permitia a passagem do trem. A implantação da estrada de ferro continuou ao longo da primeira década do século, ligando Joinville ao planalto catarinense, nas localidades de Hansa (Corupá), São Bento e Rio Negrinho.

O táxi

Os pioneiros de transporte coletivo em ônibus, em 1926, foram também os primeiros a desenvolver o serviço de “carros de aluguel”, exatamente 13 anos antes, em meados de 1913. Os Vogelsanger constituem uma das famílias mais antigas e tradicionais de Joinville. Invariavelmente, desde 1852, quando aqui chegaram os primeiros Vogelsanger, vindos da Suíça, sempre estiveram envolvidos em ativa participação comunitária.

Como se multiplicaram, tinham iniciativa e eram muitas as oportunidades, os Vogelsanger foram diversificando suas atividades. João, filho de Jacob, o pioneiro, chegou com apenas 4 anos de idade. Por muito tempo foi o responsável pelo “Correio”, como transportador de correspondência entre a colônia e Jaraguá do Sul. João casou e teve oito filhos. Desses, um de nome Adolpho, aos 20 anos de idade, como aprendiz de tipógrafo, deslocou-se de Joinville para São Bento e de lá para Curitiba, onde se empregou na Impressora Paranaense.

Nas tardes de domingo, por volta de 1912, Adolpho circulava pelo centro de Curitiba e, por longo tempo, ficava parado diante de um ponto de carros de aluguel, fascinado com a última grande novidade do “século do progresso”. Presenciava, com indisfarçada emoção, os motoristas que ficavam horas a lustrar e a embelezar as suas tão fascinantes geringonças. E foi então que teve a idéia: “aquilo” poderia ser um bom negócio em Joinville, que não tinha nenhum “carro de aluguel”. Conseguiu com o pai um capital inicial para adquirir o seu primeiro automóvel e, no dia 28 de março de 1913, na atual rua São Paulo, defronte à residência da família, nas imediações da atual Vogelsanger & Cia., instalava-se o primeiro ponto de carro de aluguel de Joinville. De imediato, o negócio prosperou, pois a população estava ansiosa para desfrutar das delícias de circular naqueles velozes veículos. Nas ocasiões especiais, como casamentos, aniversários, piqueniques para o interior, como para o Piraí ou Estrada da Ilha, tudo justificava o aluguel de um automóvel. Para atender a clientela, os Vogelsanger foram ampliando a frota a cada ano, com os irmãos de Adolpho sendo convocados a participar do negócio. Emílio, Henrique e Gustavo foram mais quatro dos oito irmãos que se transformaram em motoristas de carro de aluguel. Por volta de 1920, os Vogelsanger já tinham 10 carros de aluguel e empregados que ficaram como os primeiros motoristas, como Fruit e Licetti, que depois permaneceram com seus próprios carros de aluguel por mais de trinta anos.

O ônibus

Na Roma antiga, o início do que se tranformaria em ônibus vindte séculos depois Ônibus a diesel, construído pelos irmões Grassi

O transporte coletivo, em ônibus urbano, só começou em Joinville em 1926. A cidade comemorava 75 anos de fundação. Mantinha, quase intocado, os ares de uma colônia estrangeira encravada em solo brasileiro. O bucolismo romântico da chamada “belle époque” dos anos vintes, mantinha seus últimos toques. Na verdade, com pouco mais de 10 mil habitantes na área urbana e mais de 13 mil na zona rural, Joinville ainda era conhecida e tratada, aqui e no resto do país, como Colônia Dona Francisca.

A partir dos 75 anos, em 1926, cada vez mais se acelerou o processo de urbanização de Joinville. Nos próximos 25 anos até o centenário, em 1951, a população ainda era majoritariamente rural mas, a partir daí, a distribuição se invertia rapidamente.

Por isso mesmo, apesar das modernidades do século XIX já terem chegado à cidade, como o telefone (1907), o primeiro automóvel (1907), o cinema (1908), a luz elétrica (1909), e os bondinhos puxados a burro (1911/1917), o transporte coletivo urbano só surgiu em 1926.

O ônibus, sua evolução

Remonta ao século IV antes de Cristo, a pré história do ônibus. Já naquela época, os “corrozzieri” romanos desenvolveram a herança dos gregos, os primeiros construtores de carros na antigüidade clássica. Para consolidar o seu Império, os romanos criaram estradas pavimentadas, facilitando o acesso às suas províncias. Dessas estradas, a mais famosa é a Via Appia, ainda existente. No segundo século da era cristã, as estradas romanas somavam a apreciável extensão de 77 quilômetros e eram todas niveladas, drenadas e pavimentadas, o que permitia o tráfego de veículos pesados e o rápido deslocamento de tropas e mercadorias. As estradas foram criadas com fins militares, de expansão e de consolidação do Império. Em face da infra-estrutura existente, floresce a indústria da carroçaria e dos transportes. O Imperador Augusto foi um dos que mobilizou maior número de operários dessa indústria: projetistas, serralheiros, funileiros, pintores, decoradores, estofadores e especialistas na manufatura de rodas. Surgem, então, os protótipos de carroções, diligências e ônibus de tração animal. A evolução, contudo, é muito lenta e até a Idade Média praticamente inexistem maiores mudanças de tecnologia e design. A partir de meados de século XVIII e início do século XIX, com o advento da era industrial, surgem os primeiros modelos de veículos de transporte coletivo movidos a vapor, depois à gasolina e óleo diesel. Ë a modernidade, com sua aceleração geral na história do Brasil. “Os habitantes do Rio de Janeiro usam ônibus pela primeira vez no Brasil. De fato, pouco antes de 1837, João Lecoq importa de Paris uma dessas viaturas. Ë enorme, toda pintada de vermelho, tem quatro rodas, dois andares, uma escadinha de três degraus”, informa Calazans Gonçalves, em sua “História do Ônibus” (1976). Tratava-se de veículo sob tração animal, mas a novidade agradou à população carioca.

Pioneiros

Em 1889, o ano da Proclamação da República, o arquiteto Thomas Bezzi, construtor de inúmeros palacetes em São Paulo, em viagens pela Itália, conhece em Treviso um exímio pintos e decorador de carruagens: Luigi Grassi. Juntamente com o irmão Fortunato, os Grassi embarcam para o Brasil com a missão de trabalharem na pintura dos palacetes de São Paulo. Luigi trabalhara numa instaladora de carroçarias na Itália e, depois de sua experiência de pintor, iniciou com o irmão a construção das primeiras carroçarias no país, em 1904. Iniciava-se, ali, a indústria do ônibus no Brasil, com os irmãos Grassi.

O cenário do século XX e o transporte urbano

Joinville só veio a conhecer a trepidação do século XX em meados da década de 20. Mesmo só falando alemão e com uma reduzida população urbana de 10 mil pessoas, a partir dessa data, o progresso chegou de forma acelerada, contínua e nervosa. Os dias calmos de conversas prolongadas e de cidadãos em roupas domingueiras, próprias de cidadezinha do interior, começaram a ser substituídos por jornadas de trabalho, horários e compromissos. Acontecendo ou antevendo as novas fronteiras de cosmopolitismo e urbanização que a colônia haveria de passar a partir de início dos anos 20, pessoas como o jornalista paranaense Aurino Soares e a educadora Ana Maria Harger optaram por Joinville para realizar seus sonhos de vida. O primeiro, em 1923, fundando um modesto semanário – A Notícia, hoje, um dos principais jornais do sul do país. A segunda, criando o instituto Bom Jesus, hoje, um dos mais tradicionais colégios de Santa Catarina. A colônia Dona Francisca, em 1926, não tinha uma única rua pavimentada. A energia elétrica começava a alcançar a periferia, e carroças e bicicletas disputavam os espaços nas ruas empoeiradas ou enlameadas do centro urbano joinvilense. Levantamento de 1913 registrou que a cidade possuía uma frota de poucos veículos motorizados: 23 automóveis, 3 motocicletas e apenas 1 caminhão. As bicicletas somavam 88 unidades, havia 65 troles e 1.266 carroças registradas na prefeitura.

O início do transporte urbano por ônibus em Joinville, em 1926, ocorreu em razão da bancarrota de um padeiro. Isto mesmo. O padeiro Sanz, que tinha seu estabelecimento na então rua São Pedro, atual Ministro Calógeras, nas imediações das instalações do Sesi, era um próspero negociante. Sua padaria atendia grande parte da população central, bem como os soldados do 13o Batalhão de Caçadores, atual 62o Batalhão de Infantaria, instalado na mesma rua. Naqueles tempos, os padeiros atendiam os seus fregueses a domicílio. O pão era entregue no portão das casas, com um sistema de troles, equipados com uma espécie de carroceria especialmente montada para esse tipo de transporte. Como o padeiro Sanz tinha uma grande freguesia e ainda fornecia pães para o batalhão, logo transformou um caminhão em ônibus com carroceria de madeira, como eram todas as carrocerias, inclusive a de ônibus. Num determinado momento do ano de1926, corria a história junto aos mais antigos que o padeiro Sanz fora surpreendido com a perda de um faturamento mensal de pães fornecido ao exército. O responsável pela tesouraria dera um golpe no próprio exército, deserdando e fugindo com os mil réis reservados para o pagamento dos fornecedores do batalhão. Em crise financeira, Sanz teve que passar adiante o seu “engenhoso” veículo de transporte de carga.

A história das empresas de ônibus

O segundo ônibus de Joinville, construído por Gustavo VogelsangerO comprador do “ônibus do padeiro” foi Gustavo Vogelsanger, que adaptou o veículo para transportar passageiros e constitui a primeira empresa de transporte coletivo urbano de Joinville, em meados de 1926. Gustavo, irmão de Adolpho, já trabalhava, desde 1913, com os carros de aluguel, pois, como o irmão também conhecera em Curitiba os primeiros carros e iniciara, no mesmo ano, em Joinville, o serviço de transporte em associação a Adolpho. Em 1926, depois de treze anos e de boa expansão dos negócios com viagens para cidades próximas, com uma frota de dez automóveis, os irmãos Vogelsanger encerraram a sociedade. Adolpho, Emílio, Max e Henrique fundaram uma pequena malharia, a atual Campeã, enquanto Gustavo iniciava um novo tipo de empresa: a de transporte coletivo com linha de ônibus. A linha tinha um percurso da rua do Norte, a atual João Colin, até a Estação Ferroviária, passando por várias ruas do centro da cidade. Inicialmente, as viagens eram de hora em hora, com a última ocorrendo depois da chegada do último trem, às 20 horas, da estação até a garagem, na rua do Norte, nas imediações do porto de Waldemar Koentopp.

Esses tempos pioneiros, de 1926 a 1935, quando se desfez a empresa dos Vogelsanger, foram difíceis, precários e improvisados. Gustavo não era apenas o proprietário, mas também o motorista, o cobrador, o mecânico. As jornadas iniciavam ao amanhecer e, quase ininterruptamente, se estendiam todos os dias até pouco depois das 21 horas. Uma pequena pausa para o almoço e alguns minutos de descanso entre uma viagem e outra. Tempo que mal chegava para um rápida passagem pelo banheiro, como relembram os filhos de Gustavo, que, quase desde o começo, estiveram participando das atividades. Carrocerias de madeira, insuficiência de combustível, que vinha em latas de 18 litros pelo porto de São Francisco do Sul, extrema dificuldade para a reposição de peças, estradas ruins, mesmo as urbanas, já que, nessa época, Joinville não tinha uma única rua pavimentada. O primeiro pequeno trecho que conheceu paralelepípedos foi a rua do Príncipe, pavimentada no ano de 1937, pelo prefeito Aristides Largura. Buracos ou lama, poeira e valas nas laterais, assim eram as ruas da Colônia Dona Francisca, disputadas por uma maioria de carroças e troles, bicicletas, raros automóveis ou caminhões. Mesmo assim, a evolução do transporte urbano foi relativamente rápida já nos primeiros anos. Em pouco tempo, os Vogelsanger adquiriram um segundo ônibus, cuja carroceria foi adaptada na oficina da empresa, à rua do Norte. O número de passageiros aumentava e os moradores já começavam a adquirir o hábito de se deslocar de ônibus circular. “Ficava tudo mais rápido”, explicavam os usuários, já nesses começos da modernidade e da urbanização de Joinville. Gustavo Vogelsanger ficou nesse negócio exatos dez anos. Em meados de 1936, já com três ônibus e dois empregados, além dos filhos, ainda pequenos, vendeu a empresa para dois novos interessados.

A partir de 1o de outubro de 1945, os Vogelsanger, com os filhos, Gustavo, Valdemar e Mario, voltaram ao negócio de transporte coletivo, iniciando uma nova empresa e uma nova linha, de caráter intermunicipal, de Joinville a São Francisco do Sul e praias. Foram os tempos da Viação Vogelsanger & Filho, que se estenderam até os anos de 1964 e já com frota de 11 ônibus, vendida, nesse ano, para a Auto Viação Catarinense.

BAGGENSTOSS & KRAUSE – 1936 / 1938

Ernesto Baggenstoss e Ernesto Krause eram amigos e tinham os mesmos interesses: caça e ônibus. Assim, reunindo economias e com Baggenstoss vendendo muitas terras que herdara da família, adquiriam, em sociedade, a empresa dos Vogelsanger. Mantendo os mesmos itinerários e com mais um empregado – Alberto Kuchemberger – continuaram os serviços de transporte coletivo. A sociedade, porém, começou a provocar desentendimentos e, em pouco tempo, Baggenstoss, que aplicara o maior volume de capital, afastou-se da sociedade, tendo perdido grande parte de seu patrimônio. Krause continuou, associando-se, em meados do ano de 1938, a um terceiro sócio, também de nome Ernesto. Um motorista profissional chamado Ernesto Lucht, que exercia a função de motorista da Catarinense e cumpria regularmente a linha para Curitiba.

ERNESTO LUCHT & KRAUSE – 1938 / 1945

Nesse período da Segunda Grande Guerra, praticamente paralisaram os serviços de transporte coletivo em ônibus. As viagens intermunicipais, em regiões atendidas por estrada de ferro, foram desativadas por imposição do governo. A escassez de combustível fez com que as empresas praticamente desaparecessem. O mesmo quase aconteceu com o transporte coletivo urbano de Joinville. Por isso, logo nos primeiros anos da década de 40, muito antes do término da guerra, Ernesto Krause afastou-se da empresa, vendendo sua participação para Ernesto Lucht, que manteve circulando, com extrema dificuldade, algumas linhas em Joinville, com somente três ônibus, todos em precaríssimo estado.

LUCHT & BELLO – 1948 / 1959

A fase moderna e de acelerado crescimento de todo o sistema de transporte urbano de Joinville começa mesmo no ano de 1948. Os tempos difíceis da Segundo Guerra estavam vencidos e já não havia a extrema dificuldade de se obter combustível e peças. Os ônibus, contudo, continuavam com suas carrocerias de madeira, eram poucos e já se prenunciava o início dos tempos em que o volume de passageiros aumentaria dia a dia, em completo descompasso com a frota, não só pequena em número de veículos, mas também de acomodação de passageiros por ônibus, que ainda mantinham a capacidade para apenas 20 viajantes, em média. Ernesto Lucht enfrentava cada vez mais dois grandes problemas: administrar sozinho a empresa e incapacidade financeira para novos e urgentes investimentos. Foi assim que, aos poucos, desde 1946, foi estimulando um cunhado para o negócio. Casado com uma irmã de um telegrafista da Rede Ferroviária, que trabalhava na cidade de Mafra, Lucht insistia com Abílio Bello para que se associasse, transferindo-se para Joinville. Nas férias regulares, desde 1946, Abílio vinha para “dar uma mão” a Lucht, em Joinville. Depois, obtendo licença não-remunerada de seus meses, trabalhou na empresa por meio ano, conhecendo o negócio e sentindo que as perspectivas, de fato, eram boas. Foi isso que, finalmente, em 1948, fez com que Abílio Bello vendesse uma confortável casa que tinha em Mafra e aplicasse todo o capital numa associação com o cunhado, ficando com 50%. Em pouco tempo, Abílio foi adquirindo novas cotas do cunhado, que, finalmente, no início dos anos 50, se afastou da empresa, deixando Bello como o único dono.

Acompanhando o ritmo cada vez mais veloz de crescimento da cidade, bem como o ínicio da explosão demográfica que ocorreu ao longo da década, Abílio Bello redimensionou a Empresa de Ônibus Santa Catarina. Foi ampliando a frota, investindo maciça e integralmente todos os lucros por mais de dez anos. Já em 1957, começou a circular o primeiro ônibus de carroceria metálica, produzida na empresa joinvilense Irmãos Nielson, que, desde 1946, se dedicava ao ramo de carrocerias, inicialmente de madeira, depois metálicas, com chapas galvanizadas.

Em 1957, a empresa, que mantinha oficinas, garagens e escritórios na agora chamada rua Dr. João Colin, imediações da concessionária Chevrolet, de Waldemar Koentopp, já tinha frota de 12 ônibus. A cada ano, conseguia incorporar um novo veículo e, por imperiosa necessidade de atender à expansão urbana de Joinville, teve que iniciar novas linhas, cumprindo itinerários especiais, atendendo a novo núcleos habitacionais, que começavam a se multiplicar pela periferia da cidade. Assim, em fins da década de 50, as linhas se estendiam de norte a sul e de leste a oeste da cidade. Os ônibus circulavam até a rua Santa Catarina, quilômetro 02; Estrada do Braço; Boa Vista e Anita Garibaldi. No ano de 1959, a frota era constituída por 15 ônibus, e a empresa já chegava a pouco mais de 30 empregados. Abílio Bello não só dedicou cada centavo de lucro na expansão da frota, mas dedicou cada minuto de seu tempo na administração dos negócios, enfrentando, sozinho, um dos períodos de maior expansão dos transportes coletivos de Joinville. Em jornadas de trabalho que iniciaram nas primeiras horas da manhã até às 19 ou 20 horas, foi um empresário que multiplicou as linhas e expandiu a frota para 15 carros até o ano de 1960, quando exausto, com pouco mais de dez anos dedicados à empresa, vendeu-a para um empresário de Florianópolis, Osmar Salomé Vieira.

Nesse ano, a empresa de Ônibus Santa Catarina, com 15 ônibus e única detentora da exploração do transporte urbano municipal, passou às mãos de um negociante da capital do Estado, que até então não tinha nenhuma experiência nesse tipo de serviço publico. Sua base empresarial, na capital, era com pães e na revenda de automóveis. Como parte do pagamento, Abílio Bello recebeu 11 automóveis, uma padaria na capital e o restante em dinheiro.

SALOMÉ VIEIRA – 1960 / 1963

A Nilsen, em 1946, produziu os primeiros ônibus de JoinvilleO negociante de Florianópolis assumiu o controle integral da empresa joinvilense no início de 1960. Sem experiência no setor, desde o início enfrentou muitas dificuldades. Tanto para a manutenção da frota de ônibus, quanto na administração geral dos negócios, num tipo de empresa que envolve controle, organização e sincronização de todas as áreas de apoio. Em razão dessas dificuldades, Salomé Vieira não pôde ampliar a frota de acordo com as crescentes necessidades de uma Joinville que então começava a sentir os efeitos acelerados de sua crescente industrialização. Sem condições de repor peças e recuperar alguns ônibus mais velhos da frota, o novo proprietário de Santa Catarina se viu obrigado a desativar alguns carros, reduzindo o que já não conseguia atender à demanda.

A VOLTA DE BELLO – 1963

Dessa forma, com pouco mais de dois anos de comando do negócio, Antônio Salomé Vieira sentiu que não conseguiria vencer os múltiplos desafios. Voltou a conversar com Abílio Bello e também com José Loureiro. Este último, que tivera presença na gerência da empresa nos tempos de Bello, desde o ano de 1954, depois de dois anos nas funções de engraxeiro e motorista, não só conhecia a administração de uma empresa de ônibus, como, então, em 1963, era o responsável por alguns carros que pertenciam à Fundição Tupy. A triangulação que permitiu a volta de Abílio Bello ao comando da empresa, segundo relata José Loureiro, foi a seguinte: a Fundição Tupy, em 1963, emprestaria 25 milhões de cruzeiros com prazo de dois anos e sem juros para que a empresa voltasse ao comando dos dois. Abílio só aceitava a proposta se ficasse com dois terços e Loureiro com um terço do capital, ou da pequena frota reduzida a apenas 12 ônibus. Nesses termos, a empresa voltou ao comando de Abílio Bello, agora sob nova denominação: Transporte e Turismo Santo Antônio Ltda.

JOSÉ LOUREIRO – GIDION – 1967

No ano de 197, quando o ex-diretor da Fundição Tupy, Nilson Wilson Bender, foi eleito prefeito de Joinville, houve a necessidade de se criar noas linhas de ônibus, especialmente para atender áreas mais distantes, como Vila Nova. Ali, dezenas de estudantes necessitavam de transporte para a cidade para freqüentar colégio de segundo grau. O prefeito Bender, pressionado pela população, convidou José Loureiro a explorar novas linhas. Para facilitar as coisas e estimular Loureiro, o prefeito acenava com o custeio da parte das despesas de manutenção dos carros. Reunindo economias, Loureiro comprou, em Curitiba, a prazo, três velhos Volvo ano 1952. Dessa forma, com apenas três carros com 15 anos de uso, nasceu a Empresa de Ônibus Gidion, de propriedade de José Loureiro, que ainda mantinha um terço da empresa Santo Antônio. Suas linhas atendiam a região de Vila Nova, rua XV de Novembro, Otto Boehm e laterais.

A FAMÍLIA HARGER – 1969

No ano de 1968, com 28 ônibus na Santo Antônio e 3 na Gidion, Abílio Bello, pressionado pela imperiosa necessidade de ampliar os investimentos na renovação e ampliação da frota, mais uma vez desiste do negócio de transporte coletivo de Joinville. Foi então que José Loureiro, que continuava com um terço da empresa, consegue convencer um pequeno negociante de peças de automóveis, estabelecido à rua Dr. João Colin com a loja “Automotriz”, a entrar no setor. Relutante, em razão da inexistência de capital para enfrentar o negócio, Reinoldo Harger decidiu arriscar. E, em sociedade com Loureiro, assume 50% da empresa Transporte e Turismo Santo Antônio Ltda, em 1969.

A DIVISÃO LOUREIRO / HARGER – 1971

Para facilitar a administração e permitir a urgente renovação e ampliação da frota, então com 50 veículos, Harger e Loureiro, de comum acordo, com a concordância do poder do poder público municipal, que dá a concessão para a exploração dos serviços, desmembraram integralmente as duas empresas: Gidion e Santo Antônio. A cidade, igualmente, foi repartida em duas áreas distintas: zona Sul seria de José Loureiro, que ficaria também com 24 dos 50 ônibus existentes nas duas empresas, e Reinoldo Harger ficaria com 26 ônibus. Todas as linhas da região Norte e Boa Vista passariam ao controle integral da Santo Antônio. Garagens, oficinas e escritórios da rua Dr. João Colin seriam dos Harger, enquanto oficinas, garagens e escritórios da Gidion localizados à rua São Paulo seriam de Loureiro. Este, juntamente com a esposa, Maria da Glória, com 10% e Satiro Loureiro, irmão, com mais 10%, totalizariam os 100% do controle da Gidion. Assim, a partir de 1o de janeiro de 1971, Joinville passaria a contar com uma divisão territorial de exploração do transporte coletivo. A empresa Transporte e Turismo Santo Antônio Ltda, sob a direção de Reinoldo Harger, passaria a explorar a zona Norte, com as seguintes linhas: distrito de Boa Vista, Iririú, João Colin, Dona Francisca, vila de casas populares Comasa, rua 15 de Novembro e Vila Nova. A Empresa de Transporte e Turismo Gidion, sob a direção de José Loureiro, com sede na rua São Paulo, 1.209, cobrindo a zona Sul, com as seguintes linhas: Avenida Getúlio Vargas, Anita Garibaldi, Santa Catarina, km-2 e km-4, Itaum e Floresta.

AS FAMÍLIAS BOGO E ROZA ASSUMEM A GIDION – 1978

Antigas instalações da Gidion, na rua São PauloEm abril de 1978, José Loureiro também decide sair do setor de transportes coletivos, passando a negociar a transferência da Gidion para a família Bogo, de Blumenau, que já tinha experiência no ramo.

Os irmãos Elmo, Antenor, Tibúrcio, Juvenal e Carlinho Bogo com os demais sócios – Walter e Emendino Roza, Moacir Luiz Bogo e Ilmar Schmitz – adquirem o controle da Gidion e, oficialmente, a partir de 1o de junho de 1978, assumem os negócios, mantendo os mesmo registro social da Gidion. A empresa contava com uma frota de 65 ônibus todos da marca Mercedez Benz. A administração da empresa sempre esteve a cargo de três sócios, distribuídos nas áreas de Tráfego, Manutenção e Administrativa-Financeira-Comercial. O sócio Carlinho, que havia se transferido de Blumenau para Joinville, retornou à sua cidade para a atividade industrial, de forma que a diretoria instalada passou a ser composta pelos sócios Antenor Bogo, Emendino Roza e Moacir Luiz Bogo. Mais tarde, afastaram-se da sociedade Tibúrcio Bogo e Ilmar Schmitz.

Desde 1978 até hoje, não se registrou outra mudança no controle das duas empresas, que, juntas, com frota superior a 500 ônibus, atendem a todo o município, mantendo basicamente a divisão das regiões estabelecidas no ano de 1971, acrescidas de linhas diametrais, interbairros e integração do sistema com 10 terminais de integração.

As informações contidas nesta página foram retiradas do livro “O Transporte Coletivo de Joinville” – publicação histórica integrada ao projeto de comunicação social da Gidion e Transtusa.
Edição e Produção: EDM Logos.
Pesquisa e textos: Apolinário Ternes.
Fotos e documentos: Arquivo Histórico de Joinville e acervos particulares
Reprodução e fotos atuais: Ebner Gonçalves e André Kopsch.
Editor: Mário Brum

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